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sábado, 25 de julho de 2020

Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha

Hoje é dia de Tereza de Benguela



Precisamos pesquisar, ler para entender a importância dessa data como reivindicação por mudanças na nossa sociedade, essa luta perpassa pela ocupação de espaços. Quando olhamos com sensibilidade percebemos as injustiças...mulheres negras aparecem nos dados do IBGE, no mapa da violência no Brasil e em artigos na base da pirâmide, com maior quantitativo de encarceramento, com menores salários, sofrendo ainda mais a violência doméstica e entre outras categorias que as colocam na busca por direitos. Precisamos fazer o "teste do pescoço" para entender que temos muito que combater e avançar! Recomendo algumas leituras que trazem esses dados: Lugar de fala -Djamila Ribeiro; Encarceramento em massa de Juliana Borges; e artigos do Géledes - Instituto da mulher negra, criado pela pesquisadora Sueli Carneiro.https://www.geledes.org.br/

O artigo a seguir traz a origem e objetivo do dia internacional da mulher negra latino americana e caribenha:






quinta-feira, 23 de julho de 2020

Machado, o capoeirista da palavra...

Pesquisador reúne textos de Machado de Assis contra o racismo e escravidão





Aesse abaixo o link do podcast do professor Eduardo de Assis Duarte, pesquisador das obras de Machado de Assis.

https://radios.ebc.com.br/arte-clube/2020/07/pesquisador-reune-textos-de-machado-de-assis-contra-o-racismo-e-escravidao?fbclid=IwAR0HaDe7z73tRJKf1328PREMbcKOn3zQ7n8M5rRF2hzfT9J3Hkx43BKnLUY

quarta-feira, 22 de julho de 2020

Fico babando com tanta beleza...


O trabalho dessas mulheres é de uma beleza e refinamento ímpar.

olha esse colar e brincos...que tudo!




Fonte: Farmrio

Cidinha da Silva, escritora e editora, escreve para Carolina Maria de Jesus

Querida Carolina,
Desejo-lhe saúde, alegria e paz para escrever em um lugar bonito e tranquilo, sem ninguém para roubar seu tempo e sua atenção.
Hoje, dia 03 de junho de 2020, ultrapassamos 600 mil infectados numa guerra chamada morte aos pretos, aos indígenas, aos quilombolas, aos pobres, ao povo sem-teto, aos catadores, aos idosos, aos sexual-dissidentes, aos trabalhadores de baixa renda, a todas as pessoas vulneráveis e indesejáveis. Temos sido vitimadas por um vírus chamado Covid-19 que virou o país de cabeça para baixo. As expectativas mais pessimistas falavam em 26 mil mortes, já ultrapassamos 30 mil. Um vírus que atinge violentamente o sistema respiratório da pessoa doente, embora o presidente do desgoverno a que estamos submetidas assegure que se trata de uma gripezinha. A Ciência mostra que estamos diante de uma espécie de pneumonia severa, com alto grau de letalidade. É uma volta ao período das trevas, a Ciência e o conhecimento acumulado foram transformados em seres pestilentos e são apedrejados.
O mais terrível, Carolina, é que essas mortes poderiam ser evitadas se os governantes se preocupassem com os mais fracos, como você gostava de dizer; se fossem adotadas medidas que buscassem salvar as pessoas, não a economia. O cheiro da morte infesta tudo e coloca o Brasil no centro do noticiário internacional.
Em São Paulo, cidade que você conhece tão bem, o prefeito anunciou medidas para lidar com a avalanche de mortes previsíveis e evitáveis: comprou quinze mil sacos reforçados para o transporte de corpos; oito câmaras frigoríficas com capacidade para guardar até mil corpos por vez enquanto aguardam o sepultamento; trinta e oito mil novas urnas funerárias e abertura de treze mil novas valas com o apoio de quatro mini retroescavadeiras. Consegue imaginar, Carolina?
A medida mais eficaz pra evitar a disseminação do vírus é um negócio chamado isolamento social, as pessoas precisam ficar em casa e o comércio, parques, indústria, precisam ficar fechados, não podem acontecer grandes eventos com aglomeração de pessoas. Tem gente que pode, mas não quer ficar em casa. Tem gente que não tem casa. Tem gente que tem casa minúscula, não tem segurança alimentar, água corrente e limpa, eletricidade, internet, salário a receber no final do mês, alguma reserva financeira ou fonte de renda mantida durante a quarentena. Essas pessoas se perguntam: O que vamos comer hoje? Terei comida para mim e para os meus amanhã? Quantas refeições conseguiremos fazer até o fim da semana? Perguntas que você conhece tão bem, não é Carolina?
Posso imaginar sua carinha serena ao ouvir essas notícias, nada disso te espanta, não é? Iniquidade é sobrenome da vida que você viveu e testemunhou. Pois te conto que aqui estamos assustadas, apavoradas. Mataram um menino chamado João Pedro, dentro de casa, pelas costas, com as mãos levantadas. Rendido dentro de casa. Contaram mais de 70 tiros dentro da casa dele. Antes tinham matado a menina Ágatha Félix, de 8 anos, dentro do transporte público enquanto ia para a escola, acompanhada da mãe. Na favela hoje, Carolina, você morre pelo vírus, pelos tiros da polícia ou pela falta de leito e respiradores nos hospitais.
Nossa gente resiste, bravamente. O pessoal nas favelas, por conta própria, montou escritórios de gerenciamento da crise sanitária e tomam todas as medidas necessárias para manter as pessoas vivas, em casa, e para evitar que o vírus se espalhe. Também cuidam de doentes e idosos como o Estado ausente não faz.
Lamento dizer que as coisas pioraram em relação ao seu tempo, Carolina. Nossa gente está como sempre esteve, por sua própria conta.
Despeço-me com um abraço afetuoso e te digo que seguimos na sua batida e também do Lima, nós por nós.

terça-feira, 21 de julho de 2020

Imperdível...

Seguindo o projeto "Bate-papo no ensino de História", hoje a noite teremos uma grande referência, Ana Maria Monteiro participará de um debate bem provocativo: 

Professores ainda são necessários hoje?

  https://youtu.be/TWXmTmVbRJI

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Poeme se

Poema: Certidão de óbito
Autoria: Conceição Evaristo
Os ossos de nossos antepassados
colhem as nossas perenes lágrimas
pelos mortos de hoje.
Os olhos de nossos antepassados,
negras estrelas tingidas de sangue,
elevam-se das profundezas do tempo
cuidando de nossa dolorida memória.
A terra está coberta de valas
e a qualquer descuido da vida
a morte é certa.
A bala não erra o alvo, no escuro
um corpo negro bambeia e dança.
A certidão de óbito, os antigos sabem,
veio lavrada desde os negreiros.

sábado, 18 de julho de 2020

Super recomendo....camisetas da Chico Rei

Por mais ações com impacto social, como essa do vídeo abaixo:

sexta-feira, 17 de julho de 2020

Carolina Maria de Jesus na Companhia das Letras

Vejo esse momento como uma vitória. Carolina ecoa...




É com muita alegria que a Companhia das Letras anuncia a publicação da obra de Carolina Maria de Jesus, uma das maiores autoras brasileiras de todos os tempos. O projeto incluirá diversos títulos, como escritos memorialísticos, romances, poesia, música, teatro e narrativas curtas, entre outros. A editora recuperará os textos de Carolina a partir dos cadernos originais, espalhados por diversos acervos pelo Brasil.

Nascida em Sacramento (MG), em 1914, a escritora viveu a maior parte da vida em São Paulo (na favela do Canindé, em Santana e em Parelheiros) e exerceu diversos trabalhos informais. Em cadernos que encontrava no lixo, reaproveitava ou adquiria com grande dificuldade, deixou uma extensa produção literária. Alcançou o sucesso com o livro Quarto de despejo: Diário de uma favelada (1960), organizado pelo jornalista Audálio Dantas, mas muitos de seus escritos permanecem inéditos ou fora de circulação há décadas.

Esta iniciativa é um desejo de restituir a voz autêntica dessa grande escritora, trazendo ao público seu projeto literário por completo. É ainda um esforço de reparar a rejeição e estigmatização que Carolina por décadas sofreu dos círculos literários, fruto de um racismo estrutural que lhe negava a presença nesses espaços.

A edição da obra será supervisionada por um conselho editorial composto por Vera Eunice de Jesus, filha de Carolina, pela escritora Conceição Evaristo e pelas pesquisadoras Amanda Crispim, Fernanda Felisberto, Fernanda Miranda e Raffaella Fernandez.

O primeiro lançamento será Casa de alvenaria, parte integrante da série “Cadernos de Carolina”, que publicará os diários da escritora buscando a integridade dos manuscritos originais. O livro retoma o título de 1961, porém ganha edição completamente refeita e ampliada. A ideia é que o leitor tenha um registro detalhado e completo da experiência de Carolina após se mudar para o bairro de Santana, e de sua luta pelo reconhecimento como escritora.

Outros volumes da série incluirão cadernos que retratam a vida na favela, suas viagens e os últimos registros memorialísticos da escritora, quando se mudou para um sítio em Parelheiros, na zona sul de São Paulo. Todos os “Cadernos de Carolina” serão coordenados por Vera Eunice de Jesus e Conceição Evaristo e organizados pelas pesquisadoras do conselho editorial, além de contar com aparatos críticos inéditos.

As datas de publicação dos títulos serão divulgadas pela editora oportunamente.

***

“Um dos maiores desejos de Carolina Maria de Jesus era o de ser reconhecida como uma escritora capaz de escrever, além dos diários, romances, poesias, provérbios, contos, peças teatrais e letras de músicas. Ao falecer me deixou alguns pedidos numa carta e, entre eles, que eu propagasse a sua memória. São várias obras inéditas, as quais serão publicadas pela Companhia das Letras.” – Vera Eunice de Jesus, filha de Carolina Maria de Jesus

“A publicação da obra de Carolina Maria de Jesus, por justiça, coloca a escritora em seu devido lugar, como uma das mais emblemáticas escritoras brasileiras do século XX e oferece ao público leitor a oportunidade de transitar pela diversidade que compõe a literatura brasileira.” – Conceição Evaristo

 

* Os livros Quarto de despejo Diário de Bitita não fazem parte deste projeto.

 

Fonte: https://www.blogdacompanhia.com.br/conteudos/visualizar/Carolina-Maria-de-Jesus-na-Companhia-das-Letras?fbclid=IwAR1e-vW87oacVeSGYiZmxbHLImv2qmGol_T2hRz8TznLTAFYpBzbSV8RWQA

sexta-feira, 21 de março de 2014

2ª Encontro do Grupo das Relações Etnicorraciais

     Sugestões de leitura na perspectiva das Relações Etnicorraciais



Segue alguns textos indicados para análise e debate no dia 12/03/2014.

Entre os textos para análise estão:

Lei 10.639/03
Lei 11.645/08
Normativa Seduc 001/2013
Orientações Curriculares para as Relações Etnicorraciais
Artigo K. Munanga: Uma abordagem conceitual das noções de raça, racismo, identidade e etnia

1º Encontro do Grupo de Estudos: Relações Etnicorraciais

 
No dia 12/02/14 foi realizado o 1ª Encontro do Grupo de Estudos sobre as Relações Etnicorraciais no espaço da Assessoria Pedagógica. O grupo contou com a mediação da formadora de História, Ms. Janaina Pitas, do CEFAPRO (Centro de Formação Continuada de Educadores/SEDUC) de Primavera do Leste, para a apresentação da proposta de trabalho para o ano de 2014. Debateu-se em conjunto com alguns professores (incluindo alguns coordenadores e diretores), da rede estadual e municipal, a importância do estudo da lei 10.639, 11.645, das Orientações Curriculares para as Relações Etnicorraciais do estado de Mato Grosso e outras bibliografias para desconstrução da visão estereotipada e discriminatória sobre o negro e o indígena no cotidiano escolar matogrossense.

Professora Rosa Maiate e Professora Janaina Pitas
 
 
Além das leituras o grupo deverá produzir um material que promova a igualdade racial na escola, através de práticas educativas, assim como, deverá divulgar tais estudos em produções acadêmicas no decorrer do ano.
O grupo também contou com a participação do formador da área de tecnologia Esp. Milton Alcover e da Formadora da área Indígena Esp. Rosa Maiate. O primeiro destacou a importância desta pesquisa para a valorização da cultura e da História dos diferentes grupos que compõem o ambiente escolar no Mato Grosso. A professora Rosa apontou diversos desafios e a necessidade de conhecermos as dificuldades que enfrentam o alunado indígena do Xingu, nas escolas das aldeias, incluindo as urbanas.
Outro ponto debatido pelo grupo de estudos foi a necessidade de divulgarem tais ações educativas para a comunidade local, no intuito que tais questões contribuam para o respeito mútuo e a melhoria social