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sexta-feira, 6 de agosto de 2021
quinta-feira, 5 de agosto de 2021
quinta-feira, 29 de julho de 2021
Rebeca Andrade e baile de favela versus vozes do preconceito de raça, classe e gênero
Se eu assistir 10 vezes o vídeo desta apresentação da Rebeca, chorarei 10 vezes...ele me afeta, me toca profundamente.
A vitória de Rebeca Andrade representa muitas coisas, é uma mulher negra da periferia que subiu ao pódio, quando digo isto penso em categorias analíticas: raça, gênero e classe.
E a trilha, a música baile de favela, é perfeita porque explícita a história, a cultura, os sujeitos que caminharam e resistiram dos quilombos à favela, chegando ao pódio das Olimpíadas de Tóquio. Por tanto tempo essas vivências foram discriminadas, há 5 anos me lembro de um professor de história discutindo comigo, quando eu defendia o uso funk no ensino de história, dele ouvi uma fala carregada de preconceitos e discriminação.
Hoje, repito o que eu disse para aquele professor no passado, ainda recente:
-Não existe cultura melhor, nem saber superior e isso independe do meu ou do seu gosto pessoal.
Rebeca é favela, presente!
Autoria: Janaina Pitas


