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terça-feira, 16 de agosto de 2022

História, memória e literatura

 #Repost

Esse curta é de riqueza ímpar...foto, poema, música...narrativa viceral!
TRAVESSIA - Curta-metragem de abertura do Festival Internacional de Cinema de Rotterdam 2019. #IFFR2019
Depoimento da diretora Safira Moreira: Travessia é o curta que realizei a partir da memória estilhaçada, fruto do apagamento histórico da população negra no Brasil. Por eu ser agora uma mulher negra com uma câmera na mão e muitos sonhos no peito, que o curta se fez. Foi no gesto de garimpar fotografias de mulheres negras nas feiras de antiguidade do Rio de Janeiro que encontrei a fotografia que abre o filme, todas as fotos que encontrei nesse espaço provinham de álbuns de famílias brancas, logo, elas refletiam esse apagamento.
Poema: Vozes Mulheres de Conceição Evaristo
Música: Juana de Mayra Andrade
Com colaboração de Caíque Mello e Tuanny Medeiros

obs. já assisti várias vezes.



terça-feira, 9 de agosto de 2022

Quilombo do Palmares...na rota dos nossos ancestrais.

 Por conta de um Congresso Internacional em Educação histórica na UFAL (maravilhoso, encontramos pesquisadores do Brasil e Portugal) essa foi a segunda vez que pude estar em Alagoas, na primeira vez, nos idos de 2018, conheci várias praias, pensei que estava no Caribe brasileiro, mas queria muito conhecer o Quilombo dos Palmares. Contudo estava sozinha e não havia pacotes de viagem para lá.

Desta vez estava com um amigo também professor-historiador que se animou para conhecer o lugar, por todo significado histórico do quilombo, mas o dia da visitação (quartas-feiras) também não batia com a programação do evento (onde apresentamos nossas pesquisas de doutorado). 

Já estava dando como perdido até que no Hostel um hóspede nos comunicou que fazia passeios na região e assim adequamos o horário da visitação ao Parque do Quilombo dos Palmares antes da programação acadêmica, isto é, tivemos uma aula histórica de campo incrível.

Ainda não acredito que vivi essa experiência....chegamos no lugar de lutas, resistências...dos nossos ancestrais, o quilombo!





Monumento Ganga Zumba e Zumbi

Local: Serra da barriga, União dos Palmares, Alagoas, 2022.

No caminho paramos para almoçar no restaurante Baobá, um lugar encantador, parecia que eu estava em um museu afro, com tantas referencias materiais da nossa cultura afro-brasileira e africana. O local é cheio de plantas...é colorido...de muito axé, fiquei com vontade de voltar....me senti em casa.





sexta-feira, 24 de junho de 2022

terça-feira, 21 de junho de 2022

Indicações de pesquisas no Ensino de História

Onde encontrar as publicações: https://www.paruna.com.br/ebooks/?fbclid=IwAR1zWTr6IzWbVhuzPY4NR5HcA_e5BvOjVgbiXfv7MxWP5x8mZOjtSeVtEJk

domingo, 19 de junho de 2022

Escrevivências -Conceição Evaristo


A narrativa da escritora Conceição Evaristo me faz refletir muitas coisas...especialmente porque fala da poética, da identidade afro-brasileira e experiências históricas fundamentais para compreendermos a nossa histórica.

quarta-feira, 15 de junho de 2022

Qual o primeiro sinal de civilização de uma cultura?

Qual o primeiro sinal de civilização de uma cultura? Em uma conferência, uma estudante universitária perguntou à antropóloga Margaret Mead o que ela considerava ser o primeiro sinal de civilização em uma cultura. A aluna esperava que Mead falasse sobre lanças, potes de barro ou pedras de amolar. Mas não, Mead respondeu que o primeiro sinal de civilização em uma cultura antiga era um fêmur que havia sido quebrado e depois curado. Mead explicou que no reino animal, se você quebrar uma perna, você morre. Não se pode fugir do perigo, ir ao rio beber ou procurar comida. Você é presa fácil para predadores saqueadores. Nenhum animal sobrevive a uma perna quebrada por tempo suficiente para que o osso se cure. Um fêmur quebrado e curado é evidência de que alguém se deu ao trabalho de ficar com o caído, enfaixou o ferimento, o carregou para um local seguro e o ajudou a se recuperar. Mead disse que ajudar alguém em dificuldade é o ponto onde começa a civilização de nossa espécie.
Texto e imagem extraídos de :https://web.facebook.com/notaterapia/

quarta-feira, 8 de junho de 2022

Ainda vai levar um tempo....escrevivências de doutoranda

UFMT - Campus Cuiabá

Tirei está foto ontem, dia 07/06/2022 no campus de Cuiabá (quis registrar aqui porque este blog é quase um diário)....ainda é possível perceber os rastros que a pandemia do covid-19 deixou por lá...não tem mais aquela cantina no Instituo de linguagem e nem a outra que era no Instituto de Ciências Humanas, lugar para comprar um café ou uma água (também adorava o chips de banana) e compartilhar/dividir diferentes momentos da vida acadêmica.

É triste ver que nem o mobiliário das antigas cantinas restaram, busquei um lugar para sentar e fazer a transcrição de algumas narrativas da minha pesquisa, pois o sol não estava a pino, mas os corredores estavam escuros, cadeiras e mesas sujas...a biblioteca setorial fechada. Enfim, ainda não há conforto.

Nesta semana anunciaram que vão exigir o passaporte vacinal, e para isto acontecer precisou chegar na justiça federal...imagina passar por isso na casa da ciência?

Neste mês tivemos o anúncio de cortes de verbas para a educação/pesquisa...não gosto nem de pensar muito, deprimo.

Depois fui a padaria América com a colega de doutorado para tomar um cafézinho, saborear um pedaço de bolo de mané pelado e colocar detalhes acerca do desenvolvimento e escrita das nossas pesquisas, os prazos, os eventos....muitas "mentiras" em dia...rsrs.... é o que ainda nos salva e traz algum alento (mesmo que esporadicamente).

Fica o desejo....que venha dias melhores para nossa Universidade, ciência...Brasil.