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domingo, 12 de junho de 2022
quarta-feira, 8 de junho de 2022
Ainda vai levar um tempo....escrevivências de doutoranda
quarta-feira, 1 de junho de 2022
Sabe aquele evento imperdível?
segunda-feira, 30 de maio de 2022
Mano conversa com Sueli Carneiro....Imperdível! Uma importante aula de história.
quinta-feira, 19 de maio de 2022
domingo, 15 de maio de 2022
Linda exposição: escritas de si como prática de liberdade
Segue sugestão da exposição virtual Flores de Ébano: escritas de si como prática de liberdade
Site: https://floresdeebanoexposicao.com.br/?fbclid=IwAR0XoS6Nmm1ozPAputNphwCsiVBbBJ4D0-LyEebYWTtgM1p37TmWnt4BLBQ
A exposição traz as narrativas (escrita e audiovisual) de pessoas que foram escravizadas e documentos.
Tocante pela sensibilidade da professora de história, pesquisadora e escritora Alexandra Lima, que diz:
"Flores de ébano: escrita de si como prática de liberdade é uma exposição educativa virtual que procura dar visibilidade às escritas de si nas experiências de homens e mulheres que passaram pela traumática e dolorosa experiência da escravização. A exposição se situa no âmbito das preocupações da História da Educação, campo de pesquisa fundamental para promover uma educação para as relações étnico-raciais, no sentido de combater a cristalização de preconceitos e estereótipos, procura indicar que as escritas de si permitem a compreensão dessas pessoas como autores da própria história. A exposição é um convite para que possamos conhecer e respeitar as histórias de lutas de pessoas que foram injustiçadas, oprimidas e escravizadas. É preciso escutar as vozes destes homens e mulheres. "
sexta-feira, 13 de maio de 2022
Experiências com a literatura afro-brasileira de autoria feminina...Como cheguei até aqui?
A minha experiência com a literatura afro-brasileira de autoria feminina começou em 2017, após algumas leituras foi assustador perceber a lacuna na minha formação, até então não tinha referencias de autoria negra feminina.
Comecei a ler Conceição Evaristo, Carolina Maria de Jesus....e pensar na potencialidade de tais escritas para educação étnico-racial, assim propus formação no IFMT para toda comunidade (estudantes, professores/as, curiosos etc.)
Os resultados iniciais foram surpreendentes (mas faltava aprofundamento teórico-metodológico) e disto nasceu meu projeto de pesquisa para o doutorado (em andamento), voltado para o ensino de história.
Questiono: O que podemos aprender da nossa história a partir da literatura afro-brasileira de autoria feminina?
Os resultados virão ao final de 2023, que ele traga frutos e esperança para dias melhores.
Segue alguns registros que fiz no IFMT, em escolas da rede estadual e Sintep nos idos de 2018 e 2019:
IFMT -PVA 2018
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domingo, 8 de maio de 2022
Projeto em andamento...."Amis da História e Literatura"
A partir da minha pesquisa de doutorado (em desenvolvimento) "Aprendizagens históricas de professoras/es de história na literatura afro-brasileira de autoria feminina", somada a arte dos amigurumis estou produzindo um material que traz alguns resultados da pesquisa e a exposição de livros, amigurumis de personagens históricos, personagens da literatura e escritoras/es.
obs. a literatura, a história e o crochê me afetam, me conectam com a minha ancestralidade.
domingo, 1 de maio de 2022
Qual o seu livro preferido?
Difícil escolher um livro. Fui afetada por Vidas secas, Quarto de despejo, Torto arado e todos da Conceição Evaristo...especialmente Ponciá Vicêncio.
sábado, 30 de abril de 2022
E eu não sou uma mulher?
E eu não sou uma mulher?
Então, crianças, onde há tanta fumaça, tem que haver algum fogo. Eu acho que essa mistura entre negros do Sul e mulheres do Norte, todos eles falando de direitos, logo, logo os homens brancos vão ficar em apuros. Mas, o que isso nos diz?
Aquele homem lá diz que as mulheres precisam de ajuda para entrar em carruagens e atravessar valas, e sempre ter os melhores lugares não importa onde. Nunca ninguém me ajudou a entrar em carruagens ou a passar pelas poças, nem nunca me deram o melhor lugar. E eu não sou uma mulher? Olhem para mim! Olhem o meu braço! Eu arei a terra, plantei e juntei toda a colheita nos celeiros; não havia homem páreo para mim! E eu não sou uma mulher? Eu trabalhava e comia tanto quanto qualquer homem – quando tinha o que comer -, e ainda aguentava o chicote! E eu não sou uma mulher? Dei à luz treze crianças e vi a maioria delas sendo vendida como escrava, e quando gritei a minha dor de mãe, ninguém, a não ser Jesus, me ouviu! E eu não sou uma mulher?
Daí eles falam dessa coisa na cabeça; como é mesmo que eles chamam isso? [“Intelecto”, alguém sopra] Isso, querido. O que isso tem a ver com os direitos da mulher ou com os direitos dos negros? Se meu corpo está pela metade e o seu cheio, não seria vil da sua parte me deixar sem a minha metade?
Daí aquele homenzinho de preto ali [diz se referindo ao juiz], ele diz que as mulheres não podem ter os mesmo direitos que os homens – “porque Cristo não era mulher!”. De onde veio o teu Cristo? De onde veio o teu Cristo? De Deus e de uma mulher! O homem não tem nada a ver com Ele.
Se a primeira mulher que Deus fez teve força suficiente para virar o mundo de ponta-cabeça sozinha, essas mulheres juntas têm que conseguir pôr o mundo no lugar, na posição certa, de cabeça erguida de novo! E agora que elas estão pedindo pra deixar que façam isso, é melhor que os homens as deixem fazer.
Agradecida por me ouvirem, e agora a velha Sojourner não tem mais nada a dizer.


















