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quarta-feira, 8 de junho de 2022

Ainda vai levar um tempo....escrevivências de doutoranda

UFMT - Campus Cuiabá

Tirei está foto ontem, dia 07/06/2022 no campus de Cuiabá (quis registrar aqui porque este blog é quase um diário)....ainda é possível perceber os rastros que a pandemia do covid-19 deixou por lá...não tem mais aquela cantina no Instituo de linguagem e nem a outra que era no Instituto de Ciências Humanas, lugar para comprar um café ou uma água (também adorava o chips de banana) e compartilhar/dividir diferentes momentos da vida acadêmica.

É triste ver que nem o mobiliário das antigas cantinas restaram, busquei um lugar para sentar e fazer a transcrição de algumas narrativas da minha pesquisa, pois o sol não estava a pino, mas os corredores estavam escuros, cadeiras e mesas sujas...a biblioteca setorial fechada. Enfim, ainda não há conforto.

Nesta semana anunciaram que vão exigir o passaporte vacinal, e para isto acontecer precisou chegar na justiça federal...imagina passar por isso na casa da ciência?

Neste mês tivemos o anúncio de cortes de verbas para a educação/pesquisa...não gosto nem de pensar muito, deprimo.

Depois fui a padaria América com a colega de doutorado para tomar um cafézinho, saborear um pedaço de bolo de mané pelado e colocar detalhes acerca do desenvolvimento e escrita das nossas pesquisas, os prazos, os eventos....muitas "mentiras" em dia...rsrs.... é o que ainda nos salva e traz algum alento (mesmo que esporadicamente).

Fica o desejo....que venha dias melhores para nossa Universidade, ciência...Brasil.



 

quarta-feira, 1 de junho de 2022

Sabe aquele evento imperdível?

No final de julho teremos o XXI Congresso Internacional das Jornadas da Educação Histórica-UFAL com a participação das maiores referências no campo da didática, da Educação Histórica.
Um grande encontro com pesquisadores de ensino de História de todo o Brasil, Portugal, Espanha...já estou mega ansiosa!



 

segunda-feira, 30 de maio de 2022

Mano conversa com Sueli Carneiro....Imperdível! Uma importante aula de história.

"Mano Brown recebe Sueli Carneiro, uma das maiores intelectuais e referência histórica do movimento negro do Brasil. Numa ideia Mano a Mano, que merece ser ouvida e refletida por todas as gerações, eles falam de sociedade, racismo, sobre primórdios do rap no Brasil e a conexão com movimentos negros da época, e visões de futuro para o povo brasileiro." Fonte: Mano a mano podcast no : https://open.spotify.com/

quinta-feira, 19 de maio de 2022

domingo, 15 de maio de 2022

Linda exposição: escritas de si como prática de liberdade

 Segue sugestão da exposição virtual Flores de Ébano: escritas de si como prática de liberdade

Site: https://floresdeebanoexposicao.com.br/?fbclid=IwAR0XoS6Nmm1ozPAputNphwCsiVBbBJ4D0-LyEebYWTtgM1p37TmWnt4BLBQ

A exposição traz as narrativas (escrita e audiovisual) de pessoas que foram escravizadas e documentos.

Tocante pela sensibilidade da professora de história, pesquisadora e escritora Alexandra Lima, que diz:

 "Flores de ébano: escrita de si como prática de liberdade é uma exposição educativa virtual que procura dar visibilidade às escritas de si nas experiências de homens e mulheres que passaram pela traumática e dolorosa experiência da escravização. A exposição se situa no âmbito das preocupações da História da Educação, campo de pesquisa fundamental para promover uma educação para as relações étnico-raciais, no sentido de combater a cristalização de preconceitos e estereótipos, procura indicar que as escritas de si permitem a compreensão dessas pessoas como autores da própria história. A exposição é um convite para que possamos conhecer e respeitar as histórias de lutas de pessoas que foram injustiçadas, oprimidas e escravizadas. É preciso escutar as vozes destes homens e mulheres. "




sexta-feira, 13 de maio de 2022

Experiências com a literatura afro-brasileira de autoria feminina...Como cheguei até aqui?

 A minha experiência com a literatura afro-brasileira de autoria feminina começou em 2017, após algumas leituras foi assustador perceber a lacuna na minha formação, até então não tinha referencias de autoria negra feminina.


Comecei a ler Conceição Evaristo, Carolina Maria de Jesus....e pensar na potencialidade de tais escritas para educação étnico-racial, assim propus formação no IFMT para toda comunidade (estudantes, professores/as, curiosos etc.)

Os resultados iniciais foram surpreendentes (mas faltava aprofundamento teórico-metodológico) e disto nasceu meu projeto de pesquisa para o doutorado (em andamento), voltado para o ensino de história. 

Questiono: O que podemos aprender da nossa história a partir da literatura afro-brasileira de autoria feminina? 

Os resultados virão ao final de 2023, que ele traga frutos e esperança para dias melhores.


Segue alguns registros que fiz no IFMT, em escolas da rede estadual e Sintep nos idos de 2018 e 2019:

IFMT -PVA 2018




Escola Estadual Pe Onesto Costa - estudantes do 3º ano do Ensino Médio - 2018


Escola Estadual Massapê - estudantes do Ensino Médio - 2018



Hotel Tesla - Sintep - 2019


Escola Estadual Apolônio Bouret
Projeto escritoras e escritores negros - 2019








domingo, 8 de maio de 2022

Projeto em andamento...."Amis da História e Literatura"

 A partir da minha pesquisa de doutorado (em desenvolvimento) "Aprendizagens históricas de professoras/es de história na literatura afro-brasileira de autoria feminina", somada a arte dos amigurumis estou produzindo um material que traz alguns resultados da pesquisa e a exposição de livros, amigurumis de personagens históricos, personagens da literatura e escritoras/es.

obs. a literatura, a história e o crochê me afetam, me conectam com a minha ancestralidade.

Segue algumas das imagens do acervo (ainda em construção) que comporá a Exposição "Amis da história e literatura":

















Obs: os padrões são de várias artesãs (@Karina Mei, @Crochelandia, @pupi-popi, @arte_imaginativa e algumas adaptações próprias).

domingo, 1 de maio de 2022

Qual o seu livro preferido?

Difícil escolher um livro. Fui afetada por Vidas secas, Quarto de despejo, Torto arado e todos da Conceição Evaristo...especialmente Ponciá Vicêncio.




Fonte imagem: Clickmuseus



sábado, 30 de abril de 2022

E eu não sou uma mulher?

Nesta semana acompanhamos as denúncias de vários casos de mulheres que são escravizadas em trabalho doméstico. Parei para relembrar o discurso de Sojourner Truther:

E eu não sou uma mulher?

Então, crianças, onde há tanta fumaça, tem que haver algum fogo. Eu acho que essa mistura entre negros do Sul e mulheres do Norte, todos eles falando de direitos, logo, logo os homens brancos vão ficar em apuros. Mas, o que isso nos diz?

Aquele homem lá diz que as mulheres precisam de ajuda para entrar em carruagens e atravessar valas, e sempre ter os melhores lugares não importa onde. Nunca ninguém me ajudou a entrar em carruagens ou a passar pelas poças, nem nunca me deram o melhor lugar. E eu não sou uma mulher? Olhem para mim! Olhem o meu braço! Eu arei a terra, plantei e juntei toda a colheita nos celeiros; não havia homem páreo para mim! E eu não sou uma mulher? Eu trabalhava e comia tanto quanto qualquer homem – quando tinha o que comer -, e ainda aguentava o chicote! E eu não sou uma mulher? Dei à luz treze crianças e vi a maioria delas sendo vendida como escrava, e quando gritei a minha dor de mãe, ninguém, a não ser Jesus, me ouviu! E eu não sou uma mulher?

Daí eles falam dessa coisa na cabeça; como é mesmo que eles chamam isso? [“Intelecto”, alguém sopra] Isso, querido. O que isso tem a ver com os direitos da mulher ou com os direitos dos negros? Se meu corpo está pela metade e o seu cheio, não seria vil da sua parte me deixar sem a minha metade?

Daí aquele homenzinho de preto ali [diz se referindo ao juiz], ele diz que as mulheres não podem ter os mesmo direitos que os homens – “porque Cristo não era mulher!”. De onde veio o teu Cristo? De onde veio o teu Cristo? De Deus e de uma mulher! O homem não tem nada a ver com Ele.

Se a primeira mulher que Deus fez teve força suficiente para virar o mundo de ponta-cabeça sozinha, essas mulheres juntas têm que conseguir pôr o mundo no lugar, na posição certa, de cabeça erguida de novo! E agora que elas estão pedindo pra deixar que façam isso, é melhor que os homens as deixem fazer.

Agradecida por me ouvirem, e agora a velha Sojourner não tem mais nada a dizer.