Estou olhando as redes sociais e sentido um mal-estar....
Me incomoda que os estudos pontuais acerca da "Consciência Negra" neste mês fiquem restritos a escravização...me incomoda ver exposições com imagens de estudantes algemados ou educadores utilizando o black face. "Ser negro" não é fantasia...folclore.
Onde está o letramento racial/Como está a nossa formação? (Sim, repetimos o que aprendemos, mas não me conformo). Sei que as vezes, quando estamos em sala de aula, erramos muito tentando fazer o melhor ou o possível, mas a pergunta que faço:
como podemos pensar em valorização (em nossa formação afro-brasileira) enfatizando imagens dolorosas, com crianças com chicote nas mãos e outras se arrasando algemadas?
Por que ao invés de fazendas de escravizados não enfatizamos os quilombos, as lutas e resistência? Quem foi Tereza de Benguela, Zumbi, Dandara, Tia Ciata, Conceição Evaristo, Carolina Maria de Jesus, Maria Firmina dos Reis....? Quais são as manifestações culturais? Quantas obras literárias podemos conhecer.
Tantas referencias negras da nossa história, ainda desconhecidas pela maioria de nós, precisamos sentir orgulho da nossa negritude. Sem estereótipos, os quais não trazem valorização da cultura e história afro-brasileira e africana. Só reforçam o racismo.
Chega de "comer pelas beiradas", ainda há demonização em relação as religiões de matrizes africanas, vamos conhecer mais sobre o samba, o jongo, a capoeira, a beleza negra....
Que a nossa cultura, identidade, história afro-brasileira, seja celebrada diariamente!
Segue algumas imagens no vídeo, retiradas do Instagram @bonecapretta, vale a pena conhecer a página, se inspirar e ampliar as temáticas nos estudos afro-brasileiros.
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