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sábado, 25 de novembro de 2023

Partilha de um capítulo da minha pesquisa no 3º Simpósio de Qualificação Profissional em Educação e Pesquisa


 

Pela primeira vez na história USP terá lista de leitura para o vestibular só de autoria feminina

 

"A Fuvest, que seleciona os ingressantes da USP, a principal universidade do país, terá pela primeira vez na história uma lista de leitura obrigatória só com obras escritas por mulheres. Diante do peso que a Fuvest e a USP têm, essa não é apenas uma mudança no vestibular, mas que impacta o ensino da literatura no país."
"Essa é uma lista de ruptura", afirmou Gustavo Monaco, diretor-executivo da Fuvest e membro do Conselho Universitário da USP.
"Temos consciência de que haverá resistência, mesmo internamente na universidade, porque a lista de leitura obrigatória sempre seguiu a linha, justificável, de exigir a leitura dos cânones", disse.
"Obviamente ninguém discute que os autores das listas anteriores sejam grandes nomes, mas a pergunta que se deve fazer é: até que medida essa consagração tem relação com o fato de tantas autoras terem sido silenciadas na história da literatura?"
Com essa lista, os professores do ensino médio poderão trabalhar com os alunos as características das escolas literárias da mesma forma que faziam com Machado de Assis, José de Alencar, com todos os cânones."
Além disso, Monaco espera que a mudança gere também um debate sobre esse silenciamento dessas autoras. "Queremos ver como será esse resgate na educação."
Vice-reitora da USP e presidente do conselho curador da Fuvest, Maria Arminda do Nascimento Arruda, que participou da decisão da mudança da lista dos livros, defendeu que é importante valorizar a mulher na literatura não apenas como personagem, mas também como autora. Aluísio Cotrim Segurado, pró-reitor de graduação da USP, considerou que essa foi "uma mudança corajosa".
Folha de São Paulo



sexta-feira, 17 de novembro de 2023

Resistência negra, Casa das pretas, Cuiabá

 


Livros de autores negros e mulheres caem mais hoje no vestibular

A reportagem da Folha de São Paulo desta semana fez um levantamento das leituras obrigatórias em universidades públicas (vestibulares). Percebo na reportagem um espelhamento do venho constatando na minha pesquisa de doutorado:

Não há paridade de gênero, precisamos de mais representatividade negra, mas há uma crescente de indicações da literatura de autores negros nos vestibulares a partir da Lei. 10.639/03.




https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/1782574901126141-como-evoluiram-os-livros-obrigatorios-em-vestibulares#foto-1782574901711103





quinta-feira, 16 de novembro de 2023

Como a juventude se apropriou do conceito de escrevivência?

 Evaristo é a escritora fundamental na minha pesquisa que envolve estudantes de Ensino Médio e docentes de história.



terça-feira, 14 de novembro de 2023

Celebre a Consciência Negra...enfatize a cultura, a identidade e as história de lutas.

 Estou olhando as redes sociais e sentido um mal-estar....

Me incomoda que os estudos pontuais acerca da "Consciência Negra" neste mês fiquem restritos a escravização...me incomoda ver exposições com imagens de estudantes algemados ou educadores utilizando o black face. "Ser negro" não é fantasia...folclore.
Onde está o letramento racial/Como está a nossa formação? (Sim, repetimos o que aprendemos, mas não me conformo). Sei que as vezes, quando estamos em sala de aula, erramos muito tentando fazer o melhor ou o possível, mas a pergunta que faço:
como podemos pensar em valorização (em nossa formação afro-brasileira) enfatizando imagens dolorosas, com crianças com chicote nas mãos e outras se arrasando algemadas?
Por que ao invés de fazendas de escravizados não enfatizamos os quilombos, as lutas e resistência? Quem foi Tereza de Benguela, Zumbi, Dandara, Tia Ciata, Conceição Evaristo, Carolina Maria de Jesus, Maria Firmina dos Reis....? Quais são as manifestações culturais? Quantas obras literárias podemos conhecer.
Tantas referencias negras da nossa história, ainda desconhecidas pela maioria de nós, precisamos sentir orgulho da nossa negritude. Sem estereótipos, os quais não trazem valorização da cultura e história afro-brasileira e africana. Só reforçam o racismo.
Chega de "comer pelas beiradas", ainda há demonização em relação as religiões de matrizes africanas, vamos conhecer mais sobre o samba, o jongo, a capoeira, a beleza negra....
Que a nossa cultura, identidade, história afro-brasileira, seja celebrada diariamente!

Segue algumas imagens no vídeo, retiradas do Instagram @bonecapretta, vale a pena conhecer a página, se inspirar e ampliar as temáticas nos estudos afro-brasileiros.





quarta-feira, 18 de outubro de 2023

Dia da professora e professor...

 Deputada, professora, jornalista...Antonieta de Barros foi quem criou o dia da professora e professor.



domingo, 8 de outubro de 2023


Mel Duarte, slammer, escritora, cantora...

Poema Navegador ❤️❤️❤️

Mel é tão jovem e já tem parcerias com Bia Ferreira, Emicida, poema em coletânea prefaciada por Conceição Evaristo, vários livros, incluindo na categorial infantil 👏👏👏😱😱

Parabéns aos organizadores do Sesc por trazer uma poetisa do Slam (batalha de poesias) para este evento. Movimento das periferias que já reúne mais de 300 escolas em São Paulo, no Slam interescolar.


Teve oficina palavra bordada....a arte não tem limites.






 

quinta-feira, 5 de outubro de 2023

Semana literária do Sesc 2023

 Noite especial com as escritoras: Jarid Arraes e Márcia Kambeba... em comum eu trago na minha pesquisa de doutorado o incômodo com os silenciamentos acerca das mulheres negras na nossa história e literatura.